Cuide Bem do Seu Leão

sábado, 28 de abril de 2012









Em vez de matar um leão por dia, aprenda a amar o seu!


Outro dia, tive o privilégio de fazer algo que adoro: fui almoçar com
um amigo, hoje chegando perto de seus 70 anos. Gosto disso.
São raras as chances que temos de escutar suas histórias e absorver um pouco
de sabedoria das pessoas que já passaram por grandes experiências nesta vida.

Depois de um almoço longo, no qual falamos bem pouco de negócios mas muito sobre a vida,
ele me perguntou sobre meus negócios. Contei um pouco do que estava fazendo e, meio sem querer, disse a ele:

-"Pois é. Empresário, hoje, tem de matar um leão por dia".

Sua resposta, rápida e afiada, foi:

-"Não mate seu leão. Você deveria mesmo era cuidar dele".

Fiquei surpreso com a resposta e ele provavelmente deve ter notado minha surpresa, pois me disse:

- "Deixe-me lhe contar uma história que quero compartilhar com você".

Segue, mais ou menos, o que consegui lembrar da conversa:

"Existe um ditado popular antigo que diz que temos de "matar um leão por dia".
E por muitos anos, eu acreditei nisso, e acordava todos os dias querendo encontrar o tal leão.

A vida foi passando e muitas vezes me vi repetindo essa frase.

Quando cheguei aos 50 anos, meus negócios já tinham crescido e
precisava trabalhar um pouco menos, mas sempre me lembrava do tal leão.
Afinal, quem não se preocupa quando tem de matar um deles por dia?

Pois bem. Cheguei aos meus 60 e decidi que era hora de meus filhos começarem a tocar a firma.

Mas qual não foi minha surpresa ao ver que nenhum dos três estava preparado!

A cada desafio que enfrentavam, parecia que iam desmoronar emocionalmente.
Para minha tristeza, tive de voltar à frente dos negócios, até conseguir contratar alguém, que hoje é nosso diretor-geral.

Este "fracasso" me fez pensar muito. O que fiz de errado no meu plano de sucessão?

Hoje, do alto dos meus quase 70 anos, eu tenho uma suspeita: a culpa foi do leão”.

Novamente, eu fiz cara de surpreso. O que o leão tinha a ver com a história?
Ele, olhando para o horizonte, como que tentando buscar um passado distante, me disse:

- "É. Pode ser que a culpa não seja cem por cento do leão, mas fica mais fácil justificar dessa forma.

Porque, desde quando meus filhos eram pequenos, dei tudo para eles.

Uma educação excelente, oportunidade de morar no exterior, estágio em empresas de amigos.
Mas, ao dar tudo a eles, esqueci de dar um leão para cada, que era o mais importante.

Meu jovem, aprendi que somos o resultado de nossos desafios. Com grandes desafios, nos tornamos grandes. Com pequenos desafios, nos tornamos pequenos.

Aprendi que, quanto mais bravo o leão, mais gratos temos de ser. Por isso, aprendi a não só respeitar o leão, mas a admirá-lo e a gostar dele.

Que a metáfora é importante, mas errônea: não devemos matar um leão por dia, mas sim cuidar do nosso.
Porque o dia em que o leão, em nossas vidas morre, começamos a morrer junto com ele.”

Depois daquele dia, decidi aprender a amar o meu leão.

E o que eram desafios se tornaram oportunidades para crescer, ser mais forte, e "me virar" nesta selva em que vivemos.

A capacidade de luta que há em você, precisa de adversidades
para revelar-se.

(Pierre Schurmann)

"Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim, ele saberá o valor das coisas e não o seu preço".

Quando tudo da errado

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Charles Chaplin Tudo Depende de Mim!!!


Sem vontade de fazer nada? texto da Monja Coen

domingo, 22 de abril de 2012

Sem vontade de fazer nada? texto da Monja Coen


Depressão - Monja Coen





 
"Sem vontade de fazer nada. Sem vontade de levantar. Para quê? Fazer comida? Limpar a casa? Procurar trabalho? Amanhã. Hoje não. Dá para ver um pouco de televisão. Dá para chorar e rir. Chorar é mais fácil.


Lê o jornal e "Que mundo horrível!". Não dá vontade de fazer nada. Um amigo convida para o cinema. "Hoje não, tenho compromissos." Compromisso com a cama, com o sofá, com o suco, a comida que pede por telefone.


Só em questão de absoluta emergência tem de se vestir para ir ao banco. Toma banho, "Ah! Que delícia!".


As roupas ficaram apertadas. E agora? Veste com o zíper aberto, um casaco por cima. Uh! Para o sacrifício da rua, das pessoas, do mundo sujo e torpe, sem esperança, sem motivação, sem nada.


Como se fosse branco-e-preto o colorido do céu azul, a nuvem branca, a parede vermelha, a roupa verde, o sol dourado, a criança correndo, a senhora de bengala, o executivo apressado no celular sem parar.


Caixa de banco olha para a fila e suspira. Chegou mais um. Ninguém me ajuda. Disseram que o caixa eletrônico resolveria. Devagar vai atendendo - afinal, tem tanto tempo e precisa não errar.


Na fila já se irrita. Demora demais, que horror. Pensa que eu tenho todo o dia? Cara fechada, ranzinza. Briga com um e com outro e se autoconfirma: "O mundo não presta, as pessoas são más".


Volta para casa com sacolas de compras, de roupas, comidas, revistas, livros, CDs e DVDs.


De novo se enfurna na internet. Joga paciência, procura amor virtual ouvindo música alto, cantando, para afastar o pranto. Conta piada no telefone, reclama das contas, das pessoas, do desemprego, das dificuldades. Retorna para a TV, para o DVD, para a cama - ninho precioso, local abençoado, livre de tudo e de todos.


Encolhe-se de lado e dorme. Sonha com anjos e lobisomem. Campos de flor- e trovadores. Campos arados e queimados. Bombas, pavores, amores, tremores. Vira do outro lado e sonha.


Se um dia sonhasse que acordava. O que perceberia?


Depressão é passageira. Mesmo que esteja na direção, no controle central. Vem e vai. Não se apegue. Não a segure. Deixe-a partir. Ela sai de leve se você pára de reclamar. Se olhar para fora de sua gaiola. A porta está aberta, a grade é de vento.


Será que Buda saberia ajudar a acabar com a depressão? A pessoa até quer sair dessa trama, mas não consegue. Está amarrada, presa, enroscada. É infeliz, sofre demais, doença danada.
O que é saúde? Cinco frutas por dia, dizia um senhor ao meu lado. Apenas a garça voando baixinho de volta ao ninho.


De repente, abre a janela, respira fundo, parece que ela se foi.


Arruma o quarto, guarda as roupas, leva outras para a lavanderia, toma banho, se veste, lê o jornal, toma café, sai para levar o pobre do cão a passear. Cumprimenta as pessoas, sorri.


Aquece-se com o sol. Árvore frondosa abraça e se firma. Vai fazer cursos, procura emprego, namora e se entrega à vida sem medo.


A depressão se foi.


Tudo é possível, mas fica uma sombra: E se ela voltar?


Não adianta fechar as janelas, pôr tranca nas portas, se esconder em algum altar. Ela pode voltar.


Então a receba, com dignidade. Conhecida deprê, venha me ver. Estou preparada para recebê-la. Conheço sua manha, suas trapaças. Conheço bem os seus disfarces. Já não me controla, já não me derruba, apenas me deixa com mais algumas rugas."




Autor: Monja Coen
Fonte: Livro - Sempre Zen

Descubra o que te faz feliz e de bem com a vida! - Luis Carlos Mazzini

 

  Jamais faça qualquer coisa apenas por obrigação. Procure sentir prazer no que faz! Viva com mais paixão, com mais sentimento, com mais gosto! E pare de levar uma vida morna! Não faça isso com você!

De vez em quando se pergunte: Para que serve tudo isso? A vida vale a pena ser vivida, viu? E como vale! E quando você achar que a vida está enfadonha demais, cheia de pressão, de injustiças, frenética, concorrida, é porque chegou a hora de rever sua forma de encarar a vida!

Refaça seus planos, renove suas esperanças... Volte a sonhar, criatura! E sonho alto, por favor!

Admita pra você mesmo que o melhor momento seu é agora. E que agora é hora de ser feliz! Não espere mais nada e nem que aquela pessoa mude, reconheça você e que valide a sua vida. A sensação de ser feliz é só sua!

Divirta-se mais, tá? Descubra o que te faz feliz e de bem com a vida, e vá em frente! Há sempre algo bom acontecendo! Há sim prazer no trabalho, na convivência, no relacionamento!

Se seu trabalho é fonte de angústias, tente responder essas perguntas: será que estou no lugar certo, no emprego certo? Será que quero passar a vida inteira assim?

Se você não está feliz, mude! Mude de profissão, de emprego, de casa, de cidade... O trabalho deveria ser um caminho para a felicidade e para a realização, nunca um sacrifício!



"Deus ajuda aqueles que se ajudam a si mesmos"

Luis Carlos Mazzini

Mente Vazia, Mente Tranquila - Monja Coen

 

 

 Mente Vazia, Mente Tranquila - Monja Coen



Alguns dizem que é preciso esvaziar a mente. Eu pergunto: como esvaziar o que já está vazio?

Há uma história Zen muito interessante. Certo dia um jovem aspirante pediu ao Mestre Zen que aquietasse sua mente. O Mestre disse:

— “Traga sua mente aqui, entregue-a a mim e eu a aquietarei.”

O jovem saiu procurando pela mente. Onde estaria? Seria pensamentos, memórias? Seria silêncios e quietude? Seria sonhos e pesadelos? Seria feita de palavras, conceitos? Seria apenas a massa encefálica, a matéria? O jovem pensava e não pensava. Cada vez que acreditava ter apanhado a mente, percebia que ela fugia, que já estava em outro pensamento, em outra idéia. Que o próprio conceito se desfazia. Cansado, voltou a procurar o Mestre e disse:

— “Senhor, é impossível apanhar a mente.”

O Mestre disse com alegria:

— “Pois então, já está aquietada.”

O jovem se reverenciou em profunda gratidão, pois pela primeira vez compreendia, que a mente não é algo fixo e constante, mas flui com o fluir da vida, sem que possa jamais se fixar quer em inquietude ou em silêncio, quer em alegria ou tisteza, quer em iluminação ou delusão.

Outra história do século VII na China foi a seguinte: o abade de um grande mosteiro pediu a seus monges que fizessem um poema no qual expressassem sua compreensão dos ensinamentos de Buda. O Chefe dos Monges, muito querido e respeitado pelos seus mais de mil companheiros, escreveu solenemente:

“O corpo é a árvore Bodhi*,
A mente é como um espelho brilhante
Cuide para mante-la sempre limpa
Não permitindo que o pó se assente”

Um jovem semi-alfabetizado, que ajudava separando a palha do arroz viu o poema na parede, pediu que alguém o lessse e exclamou:

— “Não é isso”

e pediu a um monge letrado que escrevesse seu poema:

“O corpo não é a árvore Bodhi
A mente não é como um espelho brilhante
Se não há nada desde o princípio
Onde o pó se assenta?”

Este segundo poema reflete a essência dos ensinamentos do Sexto Ancestral da China, o Venerável Mestre Hui-neng e do Zen.

A prática da meditação do Zazen não é para polir o espírito, não é para limpar a mente, não é para esvaziar nada. É tornar-se uno com nosssa essência verdadeira, com aquele Eu imenso que contem todos os sentimentos, emoções, percepções, formações mentais, consciência e a forma física.

Retornar à verdade e ao caminho é retornar à vida. Assim falamos em renascer. Deixar morrer idéias abstratas e fantasiosas sobre estar separado do tudo e dos outros e perceber a sabedoria suprema presente em todos os seres, vivenciá-la, tornar-se uno com todos os Budas e Ancestrais do Darma.

Basta perceber que nada é fixo, nada permanente – isto é o vazio. A mente vazia é aberta e flexível. Chora e ri. Pensa e não pensa. Não precisa ser esvaziada – já é vazia. Sendo vazia é clara e iluminada, em constante atividade e transformação.

Apenas escolha com o que alimentá-la. Você mesma(o) é o programa e o programador, o computador e seus acessórios. Cuide-se bem.


Os Dois Lobos

  
"Uma noite, um velho índio falou ao seu neto, sobre o combate que acontece dentro das pessoas. Ele disse:


 - Há uma batalha entre dois lobos que vivem dentro de todos nós. Um é mau. É a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, orgulho, superioridade e ego. O outro é bom. É alegria, fraternidade, paz, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.


O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô: 


- Qual lobo vence? O velho índio respondeu:  


- Aquele que você alimenta."

Cuidado com o Ladrão de Sonhos

quarta-feira, 18 de abril de 2012














Já percebeu que quando você quer compartilhar um sonho com alguém normalmente as palavras são de desencorajamento ?
Observe que, quanto maior é o sonho mais agressiva são as palavras de desanimo que nos bombardeiam.



Exemplo:
- Este carro não é pra você...


- Esta casa custa muito caro...


- Esta empresa tem um salário ruim... etc...


Sendo assim, CUIDADO... só compartilhe seu sonho com quem vai sonhar com você.
Só caminhe com quem vai e quer caminhar com você.


Águias não voam em bando. Elas são solitárias no voo, nas tentativas e nas conquistas.
Muitas vezes ocorre, dentro da nossa própria família, ou até em círculos de amizades, desta ou daquela pessoa, tentar impedir que os nossos sonhos se realizem.


Há quem diga ,que até nós mesmos, boicotamos nossas metas...

Lembrem-se, DESCULPAS perpetuam resultados MEDIOCRES.
Cuidado com o ladrão de sonhos. Ele sabe o seu endereço, te conhece por nome e frequentemente visita sua casa!



Melqui Gomes

Osho - do livro Antes que você morra.

Mãos em prece! ( Prece das Mãos)

 

  Mãos em prece!

 

Prece das Mãos

Pai ...
Toma minhas mãos,
Que são parte da obra que Tu assinaste: eu mesmo.
Olha as linhas que são os traços do meu destino
E reforma-as na medida do meu merecimento.
Olha minhas digitais que indicam
Não haver ninguém igual a mim ,
O que prova a Tua originalidade ...
... Examina-as e julga os crimes
Que porventura eu tenha cometido.

Pai ...
Vê nas minhas mãos o histórico das minhas doações
E até que ponto elas foram válidas.
Vê também o histórico de tudo o que recebi
E julga se sou suficientemente grato.

Pai ...
Nas minhas mãos estão as marcas dos serviços prestados...
Vê se trabalhei e tenho trabalhado da forma que Tu aprovas.
Vê quantos foram os toques de afeto e de agressão
E apresenta-me o saldo.
Julga as palavras escritas em meu diário de alegrias e de aflições.

Pai ...
Vê os apertos de mãos que já dei, os acenos de adeus
E os sinais de 'sim' e de 'não'.
Estão sob Teu juízo minha honestidade e minhas dores.

Pai ...
Toma minhas mãos ...
Sente como se através delas o meu coração falasse.
Diz se posso olhar-Te nos olhos
Ou com elas esconder a minha face.

Do Livro 'Preces Sem Pressa'
de Silvia Schmidt